• Talita Bortoluzzi

Otite 👂🏻 na infância!


A otite média aguda (OMA) é a doença bacteriana mais frequente na população pediátrica e, sendo assim, a principal causa de prescrição de antibióticos pelo otorrinolaringologista. Mais de 60% das crianças com menos de 3 anos desenvolverá OMA após um episódio de infecção de vias aéreas superiores. 


Por esse motivo, em tempos em que a preocupação com a prescrição racional de antibióticos e os crescentes relatos de microrganismos resistentes a antimicrobianos tornam-se assuntos constantes na prática clínica do pediatra e otorrinolaringologista, a OMA assume papel importante nessa discussão.



Também, é importante distinguir a OMA da otite média com efusão (OME). Nesta, visualiza-se líquido no interior da orelha média, porém não se nota abaulamento da membrana timpânica (MT). Na OMA, também nota-se líquido em orelha média; porém, além do abaulamento da MT, sinais e sintomas como otalgia, febre, hiperemia e opacificação da MT.


Crianças 👶🏽 pequenas que ainda não falam podem repetir o ato de puxar, esfregar ou segurar a orelha. Crianças mais velhas 👧🏼 geralmente queixam-se de dor aguda de início rápido. É importante, nesse contexto, fazer o diagnóstico diferencial entre OME de OMA: a OME pode levar à OMA, mas não se beneficia de tratamento com antibióticos.

Reforçamos que o uso desnecessário dessa classe de medicações pode levar a aumento da incidência de efeitos adversos, além de facilitar o desenvolvimento de resistência bacteriana.


Para mais esclarecimento agende uma consulta 😀


Até breve.